Páginas

domingo, 31 de julho de 2011

Editorial

Trechos do artigo do jornalista Ruy Fabiano, A política fracassou
 
Em apenas um semestre de governo, já são dois os ministros demitidos por denúncias de corrupção – Antonio Palocci, da Casa Civil, e Alfredo Nascimento, dos Transportes.

(O Governo) É refém de seus aliados, mesmo sabendo que muitos não resistiriam a um inquérito preliminar numa delegacia da esquina. No entanto, depende deles.

Para além das responsabilidades específicas do governo do PT, um fato é inquestionável: o sistema político decorrente da Constituição de 1988 fracassou. E o país colhe os frutos desse fracasso.

O presidencialismo de coalizão, além de todas as barbáries que favorece na gestão pública, é disfuncional. As maiorias se estabelecem por processos nada transparentes e, mesmo assim, não oferecem qualquer segurança ao governante.

Nada garante ao governo fidelidade, já que um episódio como o do Ministério dos Transportes, em que um dos parceiros, ainda que tenha fornecido todos os motivos, foi contrariado, pode entornar o caldo e ensejar traições. A recomposição é penosa – e cara.

Pode-se até cobrar da presidente ações mais firmes, mas está fora de seu alcance – e de quem quer que estivesse em seu lugar – promover uma faxina de fato. O sistema não o permite e levaria o governante a uma situação inadministrável.

Tudo passa pelo Congresso e, sem maioria, não há como despachar uma simples autorização de viagem ao exterior.

O que fazer? As opiniões são muitas, como se deduz das múltiplas propostas de reforma política em tramitação há anos. O diagnóstico, porém, é um só: o sistema que aí está não funciona porque é um híbrido improvisado.

Como se sabe, a Constituinte, até uma certa altura de seus trabalhos, fizera a opção pelo sistema parlamentarista de governo.

A adoção das medidas provisórias, por exemplo, é fruto daquela opção, que faz todo sentido no parlamentarismo e nenhum no presidencialismo, que afinal prevaleceu pela interferência do então presidente Sarney, que não queria virar subitamente a rainha da Inglaterra, a que reina, mas não governa.

Esse, porém, é apenas um dos subprodutos. Há outros. Os sistemas partidário e eleitoral falam por si. Há 27 partidos e, à exceção de uns quatro ou cinco, ninguém sabe exatamente o que significam, o que postulam. Sabe-se o que fazem – e o episódio do Ministério dos Transportes não é um fato isolado. É um padrão.

O resultado é o que temos: o Executivo é refém do Legislativo, que, por sua vez, vê suas funções frequentemente usurpadas não apenas por aquele Poder, mas também pelo Judiciário.

Nenhum está em condições morais de se queixar do outro, pois tudo o que cada um diz do outro, nas atuais circunstâncias, faz todo sentido. Num sistema assim, não há perigo de melhorar.

Comentário
Tais disfunções e deficiências do sistema político e eleitoral brasileiro, só podem ser solucionadas, através de uma ampla Reforma Política, que seja discutida no Congresso Nacional, na mídia, entre os partidos e pela sociedade como um todo.

Fonte: Blog do Noblat, O GLOBO

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Editorial

Josias de Souza

Ao saciar a fome ética da opinião pública, Dilma ateou pânico entre os aliados, que passaram a ter saudades inauditas do estilo acomodatício de Lula.

Disseminou-se no condomínio governista a avaliação de que Dilma exagerou na faxina do Ministério dos Transportes. Sobretudo no método.

Como que receosos de receberem da presidente um tratamento à moda do PR, os aliados acham que ela portou-se de modo precipitado e injusto.

De acordo com a visão majoritária, Dilma teria afastado pessoas contra as quais pesavam fundadas suspeitas e também servidores cuja culpa não está provada.

Minha participação no Observador Político

Já estou participando do Observador Político. E enviei a minha primeira proposta: "Conscientização Política na sala de aula"

"Acredito que melhoraremos o nosso sistema político-eleitoral, quando nossos eleitores, e principalmente os jovens, tiverem a consciência da importância do voto, da responsabilidade e da seriedade do sistema político que dita os rumos do nosso bairro, nossa cidade, dos nossos estados e do país como um todo."

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Editorial

Trechos do artigo de Josias de Souza

Abalroado pelo noticiário que iluminou a podridão nos seus porões, o Dnit atravessou julho como trem desgovernado. Fechou o mês como órgão descarrilado.

Foram arrancados dos trilhos da diretoria colegiada do Dnit seis nomes. Os dois que restaram, avisou Dilma, não passarão.

As novas nomeações virão à luz na semana que vem, quando o Congresso retorna das férias de meio de ano.

Como que decidida a evitar vexames, Dilma encomendou ao ministro Paulo Passos (Transportes) nomes técnicos e limpos. Autorizou-o a ignorar a filiação partidária.

Considerando-se a cena de terra arrasada que lhe coube administrar, Passos precisa operar o milagre de encontrar, em poucos dias, um grupo de santos.

FHC e o Observador Político

“O pessoal que está muito acomodado aqui no Brasil dizendo que a sociedade é inerte e que todo mundo aceita tudo, vai devagar. Chega um momento que (a sociedade) diz ‘não, basta, chega’ e aí a internet joga um papel grande.”

Ele explica que o “Observador Político” tem o objetivo de convidar o internauta a debater os assuntos. “Isso te enriquece como pessoa e, além disso, você tem a sensação – e não só a sensação – de que está colaborando para que as coisas avancem.”

“Política hoje não é coisa de um partido, não é coisa de uma instituição, não é coisa de um líder. É de todo mundo.” O ex-presidente explica que os assuntos internacionais estão tão interligados via internet que “não dá mais para alguém dar uma ordem. A mudança do mundo depende de mudança de comportamento e todos querem participar.”

Será que a democracia vai melhorar por causa da internet? “Depende”, ele responde. “A internet é um instrumento. Depende dos conteúdos, depende do que se diga, depende do que se consiga organizar.”

“A internet permite novas formas de as pessoas criarem solidariedade e teias entre elas. Como muita gente está melhorando de vida no Brasil, está na hora de elas melhorarem mais profundamente, se interessarem mais umas pelas outras e pelo destino do conjunto da sociedade, opinando.”

Fonte: Observador Político

terça-feira, 26 de julho de 2011

Observador Político

Foi lançado na última semana, o "Observador Político"

"uma plataforma colaborativa para promover o debate político na Internet. Com o objetivo de estimular a democracia digital no País, fazendo uso da tecnologia para promover um ambiente de discussão aberto e participativo, reunindo e distribuindo conteúdos sobre temas relevantes da agenda brasileira e mundial. De caráter apartidário e politicamente independente, o Observador Político busca estimular e refletir ideias e opiniões, e influir na solução dos problemas e nos destinos do Brasil." 

Acesse, registre-se, e participe dos debates em favor da democracia, da liberdade e da construção do Brasil através de sugestões e debates.

Guilhotina

Depois de diversas denúncias, afastamentos temporários, os dirigentes do Ministério dos Transportes e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes vão caindo, um a um.

"Mandachuva do Dnit desde Lula, Luiz Antonio Pagot pediu, finalmente, pra sair. Ele tornou-se o 17º pescoço a ser passado na lâmina da guilhotina que se instalou nos transportes há 23 dias." Josias de Souza, jornalista

"Estou entrando com um requerimento pedindo a CPI do Dnit. Nos relatórios do Tribunal de Contas da União, o Dnit aparece em primeiro lugar em denúncias. O Dnit tem um orçamento invejável de R$12 bilhões ao ano.

O País sabe como estão as estradas brasileiras. E a obrigação é do Dnit. Está aqui: quase todas as obras atribuídas ao Dnit apresentam irregularidades. Basta! Basta, Dnit! Não se pode mais.

Mostrei aqui a minha preocupação com a nomeação para o Dnit, encaminhada a esta Casa pelo Presidente da República (Lula), do Sr. Luiz Antônio Pagot. E o Senado vai aprovar o nome desse homem para o Dnit, para o Dnit continuar a cometer corrupções.

Não se pode mais aturar tanta irregularidade neste Governo! Não se pode mais! O Dnit é o foco de corrupção, o Dnit é o foco de irregularidades e precisa realmente sofrer uma auditagem profunda. É através dessa CPI que vamos mostrar à Nação o quanto o Dnit, Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, já levou dos cofres públicos, do bolso da população brasileira." Senador Mário Couto, pronunciamento de 01/10/2007

Desde 2007, o Senador Mário Couto (PSDB/PA) fez 50 pronunciamentos denunciando irregularidades do Dnit e do seu diretor, Luiz Antônio Pagot, que durante todo esse tempo pareciam intocáveis, já que o Governo Lula barrou todas as tentativas de criar a CPI do Dnit. Tal CPI teria sido muito importante para desvendar a corrupção que só ganhou grande repercussão há 23 dias através de reportagens em revistas e jornais de grande circulação no país.

domingo, 24 de julho de 2011

sábado, 23 de julho de 2011

História da Democracia

Caminhos e memória dos partidos brasileiros, painel criado pela VEJA.com

1994 - FHC, ministro da Fazenda no Governo Itamar Franco, lança o Plano Real.

1998 - Fernando Henrique é reeleito, ficando no cargo até 2002.

Editorial

Trechos do artigo de Ateneia Feijó, O GLOBO.

Relembro a implementação do real em seu governo, em julho de 1994, tendo Fernando Henrique Cardoso como ministro da Fazenda. Algumas edições usaram imagens da remarcação frenética de preços nos supermercados para ilustrar a hiperinflação. Não dá para esquecer. É histórico.

Quem tem 17 anos já nasceu numa economia estável e com sua família podendo planejar, de alguma forma, a vida. E isso quer dizer também o seguinte: os universitários de hoje não têm idéia da angústia de um trabalhador com um salário volátil. Ou seja, o dinheiro recebido de manhã perdia seu poder de compra antes da noite chegar. Duas semanas após não valia mais nada.

Apesar da imensa área territorial deste país e da diversidade de seu povo, aconteceu o que até então nunca havia sido tentado em outra parte do mundo. Uma operação logística gigantesca para permitir a troca da moeda em um só dia. Em primeiro de julho daquele ano, todos os brasileiros puderam ter em mãos as cédulas de real.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

História da Democracia

Caminhos e memória dos partidos brasileiros, painel criado pela VEJA.com

1989 - A 1ª eleição indireta após a ditadura militar. Collor vence.
1992 - Impeachment de Collor, seu vice, Itamar Franco, assume o Governo.

Editorial

Trechos do artigo de Elio Gaspari na Folha de São Paulo

O primeiro grande escândalo do governo Lula estourou em fevereiro de 2004, 13 meses depois de sua posse. Custou o cargo a Waldomiro Diniz, subchefe da Casa Civil de José Dirceu.

Até o dia em que deixou o Planalto, em janeiro passado, Nosso Guia (Lula) foi perseguido por escândalos que se sucederam em intervalos regulares.

O governo Dilma Rousseff foi mais veloz. Seu primeiro escândalo estourou cinco meses depois da posse e custou o cargo ao chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Um mês depois, Dilma perdeu (demitiu) o ministro dos Transportes e o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o Dnit.

Deixando-se de lado o varejão da roubalheira, onde ficam contratos de serviços, de publicidade, ou despesas com cartões de crédito, mordomias e viagens, a crônica de nove anos incompletos de governo petista revelam que há nele uma engrenagem blindada, metódica e articulada de corrupção.

Não há novos escândalos, há apenas novas erupções, beneficiadas por uma rotina em que uma crise só se exaure quando é substituída por outra, na qual estão personagens que passaram despercebidos na anterior.

O centro dessa rede fica no Palácio do Planalto, ora na Casa Civil, ora na coordenação política e sempre na coleta e repasse de doações.

Entre a crise de Waldomiro Diniz e a seguinte, passaram-se 15 meses. Bastaram mais quatro meses para que daí surgisse a palavra que mudaria a história do PT e do comissário José Dirceu (ex-Ministro da Casa Civil do Governo Lula, indiciado pelo STF como chefe de quadrilha): ‘mensalão’.

O novo escândalo expôs o loteamento, pelo Planalto, de cargos nos Correios, Banco do Brasil, Instituto de Resseguros do Brasil, Furnas, bem como a manipulação, pela Casa Civil, dos fundos de pensão de estatais.

O ‘mensalão’ ainda não saíra no noticiário quando puxaram-se as pontas da administração do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na Prefeitura de Ribeirão Preto. Era mais do mesmo. Palocci agonizou durante um ano. Trazido de volta ao Planalto por Dilma, aguentou 23 dias de crise e saiu de cena sem contar quem eram os clientes que o tornaram milionário.

Waldomiros, Delúbios, Erenices e até mesmo Pagots foram peças acessórias de uma máquina.

O escandaloso enriquecimento de Palocci foi substituído pelas propinas do Ministério dos Transportes. Como acontece desde o caso de Waldomiro Diniz, será esquecido, diante do próximo.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Novo recorde!


O brasileiro pagou quase R$ 83 bilhões em impostos no mês passado. O valor é 23% maior do que o registrado em junho de 2010.
 
Neste ano, o governo já arrecadou R$ 465 bilhões em impostos.
 
Comentário
Sobra dinheiro no cofre público, mas sobram também escândalos, denúncias, relatos de mau uso do dinheiro público em todas as esferas.
 
Em pequenas prefeituras, a emissão de notas de gastos superfaturados. Em grandes cidades com a formação de esquemas envolvendo prefeitos, vereadores e até as primeiras-damas. Em estados onde o Governador usa o seu cargo para favorecer grandes empresários, em troca de algumas regalias no dia-a-dia, como jatinhos e resorts, e uma reforçada doação de campanha. E na Esplanada dos Ministério onde já se tornou comum o superfaturamento de grandes obras, o tráfico de influência, o loteamento de cargos e as denúncias rotineiras, onde sempre se nega tudo, uma vez ou outra alguém é afastado, mas nunca, nunca há justiça plena com a devolução do dinheiro do contribuinte, desperdiçado no ralo da máquina pública.  
 
Falta sim, uma justiça plena, atuante e eficiente. Não há muitos políticos transparentes e empreendedores, que respeitem o dinheiro público e façam planejamento, mas faltam também, e principalmente, cidadãos exigentes, eleitores que não tenham memória curta, contribuintes que fiscalizem e que colaborem para transformar esse país.

Boa notícia

Depois do grande investimento no tratamento de esgoto em Aparecida e em diversas cidades do estado de São Paulo, o Governo do Estado investirá também no tratamento de esgoto de outro pólo turístico do Vale do Paraíba, Campos do Jordão.

Alckmin inicia obras que vão elevar para 100% o tratamento de esgoto em Campos do Jordão

Serão investidos R$106 milhões em sistema de alta tecnologia, que vai contribuir para a despoluição de importantes cursos d’água do município

"Os recursos permitirão o fortalecimento do turismo de Campos do Jordão e o desenvolvimento sustentável. É um grande avanço do saneamento básico para a limpeza das águas e o ganho ambiental da Serra da Mantiqueira,” Governador Geraldo Alckmin.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Manchetes do dia

- Globo: A tragédia da corrupção - Dilma amplia faxina e varre mais seis nos Transportes

- Folha: Faxina derruba mais 6 nomeados dos Transportes

- Estadão: 'Faxina' nos Transportes derruba mais seis e continua

- Estado de Minas: DNIT desgovernado nós somos as vítimas

No blog: Faxina

Luiz Pagot, diretor afastado do Dnit, vinvulado ao
Ministério dos Transportes - 15 já foram afastados.


Faxina

FOLHA: O novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, voltou ao Planalto para uma nova reunião com a presidente Dilma Rousseff. Ficou acertado que ele fará uma lista com nomes técnicos para substituir os dirigentes afastados do ministério e do Dnit.

Até a manhã de hoje, 15 pessoas já foram afastadas do Ministério dos Transportes e do Dnit.

Comentário
Antes tarde, do que nunca! Depois de 7 anos (desde o Governo Lula) com os mesmos dirigentes, o Ministério dos Transportes e seus departamentos, como o Dnit, se transformaram em um antro de corrupção, superfaturamento e de uso indevido de dinheiro público, e essas pessoas, que todos sabiam estar envolvidas nesse esquema, pareciam intocáveis sob a proteção de Lula e da sua tropa de choque no Congresso.

Tais órgãos, que cuidam da infraestrutura do país, não deveriam ser comandados por políticos, e sim, por técnicos preparados para lidar com grandes obras e investimentos. 

Nos últimos anos, o loteamento dos Ministérios e órgãos do Governo, vem caminhando na contramão da boa administração dos bens públicos. Como consequência da irresponsável nomeação de políticos ao invés de técnicos, temos, como no caso dos transportes, uma malha rodoviária esburacada, em estado de abandono, e no plano geral, ausência de perspectivas de ampliação da nossa infraestrutura.

Dilma acerta quando faz essa faxina, mas não é apenas no Ministério dos Transportes que estamos vendo a divisão de cargos entre partidos, a rifa de dinheiro público entre os membros da base aliada, em troca de voto e apoio dentro do Congresso Nacional.

É preciso lutar contra o "vício da governabilidade" que hoje impera no Brasil, onde o Governo distribui cargos na máquina pública, cada vez mais inchada, em troca do apoio e do voto dos partidos no Congresso Nacional.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Mudança de comportamento

FOLHA: Lula defende apuração de denúncias na pasta de Transportes

Alfredo Nascimento, Lula e Pagot
"À medida que se tem uma denúncia, não importa de quando, o importante é que ela seja investigada." Lula.

Comentário

O PR mandou e desmandou no Ministério dos Transportes nos dois reinados de Lula. Dos oito anos, Alfredo Nascimento foi ministro em seis.

Derrotado na disputa pelo governo amazonense, Nascimento foi devolvido à pasta, agora sob o Governo Dilma com o aval e indicação de Lula.

Junto com Nascimento, mantiveram-se na cúpula do Ministérios, todos os mesmos dirigentes que foram nomeados durante o Governo Lula, e que hoje, estão envolvidos em diversas denúncias de irregularidades e corrupção no Ministério.

Ou seja, Lula que agora parece defender que as denúncias sejam investigadas, passou 8 anos sem permitir que fosse feito qualquer tipo de investigação contra essas pessoas que estão envolvidas no escândalo no Ministério dos Transportes.

"Lula defende apuração nos Transportes. Só agora?!?!" Josias de Souza.

No blog: Mais um, caiu! - Escândalo do Ministério dos Transportes

domingo, 17 de julho de 2011

Mudança de Postura

O Estado de S.Paulo

A presidente Dilma Rousseff telefonou para o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos - nomeado para o cargo há apenas seis dias.

"Paulo Sérgio, você tem de fazer uma ‘limpa’ nesse ministério e no Dnit", disse Dilma.

"Todo dia a gente abre o jornal e tem uma crise nesse ministério. Não tem cabimento isso!" "Eu não quero mais saber de denúncia contra A, B ou C. Tem de tirar todo mundo de lá!"

Dilma ordenando faxina-geral no Ministério dos Transportes, após diversas denúncias de corrupção envolvendo seu antigo Ministro Alfredo Nascimento e todos os demais dirigentes do Ministério que estão há quase 7 anos nos respectivos cargos, nomeados ainda durante o Governo Lula.

Dilma disse que, de agora em diante, não terá dúvida em afastar de imediato um subordinado, para submetê-lo ao rol de investigações, sempre que existir suspeita contra ele.

Comentário
Vejo com bons olhos essa mudança de postura. Tomara que a a presidente tenha aprendido a lição e cumpra com a palavra, afastando todos os seus subordinados que se envolverem em denúncias de corrupção, algo que não vinha sendo feito ao longo desses 8 anos de Governo do partido dos trabalhadores.

Além de ser o mais certo a fazer, afastar essas pessoas de imediato, resgata a sensação de que há seriedade e compromisso do Governo com os cidadãos e com a máquina pública.

Diferentemente do que fez o seu padrinho e antecessor, Lula, que não só acobertava tais desvios de ética dos seus subordinados, como não promovia a investigação, não punia os culpados e ainda, atacava a imprensa, que Lula chamava de "golpista", alegando que tais denúncias eram para enfraquecer o seu Governo.

No blog: Mais um, caiu! - Escândalo no Ministério dos Transportes

História da Democracia

Caminhos e memória dos partidos brasileiros, painel criado pela VEJA.com

1988 - Lançamento da atual Constituição Brasileira. Na foto: Ulysses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte.

sábado, 16 de julho de 2011

História da Democracia

1985 - Tancredo Neves é eleito indiretamente, se tornando o 1º civil a chegar à Presidência da República, depois de 21 anos, marcando o fim da Ditadura Militar no Brasil. 

As transformações da UNE

Nessa semana, estudantes do Brasil inteiro se reuniram em Goiânia para um encontro da União Nacional dos Estudantes. Esta instituição sempre defendeu e representou os universitários brasileiros, exaltando as bandeiras da ética na política, da liberdade de expressão, da melhoria na Educação e das transformações pelas quais o Brasil deveria passar.

O auge da UNE foi na luta contra a ditadura na década de 60, tendo seus líderes perseguidos, presos e exilados. Foram reconhecidos nacionalmente, pela sua história, seus propósitos e sua coerência e convicção na defesa dos valores, das causas e da ética. Na década de 90 também foi essa importante instituição que protagonizou o movimento dos caras-pintadas pedindo o impeachment do Presidente Collor.

A UNE hoje

Mas desde de 1937, nós nunca tínhamos visto a UNE se partidarizar, se "alienar" de tal forma, que hoje já não se reconhece mais a UNE como uma organização dos estudantes, e sim, um bando de militantes, que abraçaram as bandeiras da conivência e da incoerência.

Mas tudo tem um porquê, a UNE vem recebendo nos últimos 8 anos, consideráveis doações de dinheiro público, e aqueles estudantes que antes defendiam o Brasil, passaram a defender o Governo, com unhas e dentes, memória curta e certo relativismo político.

A UNE realiza em Goiânia um congresso chapa branca. Está orçado em cerca de R$ 4 milhões. O evento, que cultuou Lula, foi injetado com verbas de estatais como a Petrobras e até da pasta dos Transportes, envolvida em inúmeros escândalos de corrupção.

Instado a comentar o inusitado, o presidente da UNE, Augusto Chagas , soou assim: “O patrocinador é o dinheiro público, o dinheiro da União. Nós achamos que o Congresso da UNE tem função pública... Ele serve ao Brasil.”

Há três dias, o MEC divulgou o resultado do último censo escolar. Ficou-se sabendo: um em cada cinco estudantes do ensino fundamental está atrasado na escola. No ensino médio, estão matriculados em séries inadequadas à faixa etária três em cada dez alunos.

Josias de Souza, jornalista: - Enquanto os filiados da UNE gritam no Congresso “mais patrocínio oficial”, a criançada berra nas carteiras das escolas públicas: “Capricha na merenda!”.

Ao invés de cultuar o Governo e fechar os olhos para a corrupção e a impunidade, comprada por dinheiro público, a UNE deveria se espelhar nos estudantes chilenos:

Terra: 50 mil estudantes protestam por melhorias na educação no Chile.

Comentário

"O que fizeram com a UNE? Injetada com dinheiro público, ela só mantém o nome - perdeu a causa, perdeu a identidade, os princípios e o propósito. Quando uma Instituição abandona suas bandeiras históricas na defesa do povo brasileiro, para defender os interesses de um partido ou de um Governo - e se silencia diante dos escândalos de corrupção e impunidade, ela perde a identidade e o respeito daqueles que querem, de verdade, mudar o Brasil."

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Via Rápida Emprego

Com investimento de R$ 800 milhões, programa oferece 130 cursos de capacitação profissional e até 2014 beneficiará mais de 400 mil pessoas de todo o Estado de São Paulo.

Conheça o Programa Via Rápida Emprego

"Vivemos hoje uma situação paradoxal, em que muitas vezes sobram empregos nas empresas, mas os desempregados não conseguem preenchê-los por falta de qualificação"

"A meta é oferecer oportunidade para quem mais precisa: desempregados, jovens, beneficiários de programas de transferência de renda, idosos, portadores de deficiência. Todos aqueles que têm dificuldade de entrar no mercado de trabalho" Paulo Alexandre Barbosa, secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo.

História da Democracia

Caminhos e memória dos partidos brasileiros, painel criado pela VEJA.com

  
Década de 80 - Movimento das Diretas Já

quinta-feira, 14 de julho de 2011

História da Democracia

Caminhos e memória dos partidos brasileiros, painel criado pela VEJA.com

De 1964 à 1985 - Ditadura Militar no Brasil

História da Democracia

Caminhos e memória dos partidos brasileiros, painel criado pela VEJA.com

Traz arquivos históricos sobre a vida política brasileira nas últimas décadas. Escolhi algumas destas imagens para publicar no blog, entitulando de "História da Democracia", painel do blog, que trata de momentos históricos da história política brasileira.

1964 - Queda do Governo João Goulart, Golpe Militar de 64 e início da Ditadura Militar no Brasil.
À esquerda: João Goulart e á direita, o 1º presidente da Ditadura, o General Castelo Branco.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

36 condenações

O escândalo Mensalão volta às manchetes.

“Trata-se da mais grave agressão aos valores democráticos que se possa conceber” Roberto Gurgel, procurado-geral da República, manteve as acusações contra 36 dos 40 réus em julgamento no Supremo Tribunal Federal.

Entre eles estão o ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu, os deputados federais João Paulo Cunha (PT), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, e Valdemar Costa Neto, secretário-geral do PR, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente do PTB, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, e o publicitário Marcos Valério.

Para o procurador, não há provas contra dois réus (Luiz Gushiken e Antônio Lamas), Silvio Pereira fechou acordo com a promotoria e um quarto, José Janene, já morreu.

O próximo passo do caso que ficou conhecido como mensalão, em que parlamentares teriam recebido propina para votar a favor de projetos de interesse do governo Lula, será o voto do relator Joaquim Barbosa, do STF.A expectativa é de que o julgamento só ocorra no ano que vem.

Mensalão

Caminhos e memória dos partidos brasileiros, painel criado pela VEJA.com

“Trata-se da mais grave agressão aos valores democráticos que se possa conceber" Roberto Gurgel, Procurador Geral da República.

O legado de Jefferson Péres

O senador Jefferson Peres (PDT-AM), morto em 2008, era considerado, justamente, uma das referências morais do Senado.

Três anos depois de sua morte, uma boa e saneadora iniciativa sua, que já obtivera o OK do Senado, acaba de ser aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos deputados: um projeto de lei que aumenta em 1/3 a pena para agentes políticos de primeiro escalão que cometerem crimes relacionados ao exercício da função.

O projeto considera “agentes políticos” os chefes do Poder Executivo (presidente da República, governadores e prefeitos); os integrantes do Judiciário, do Legislativo, dos tribunais de contas e do Ministério Público; e os chefes de missões diplomáticas do Brasil no exterior.

Jefferson Péres pretendia ampliar o rigor nos desvios do exercício de funções públicas cujos titulares tivessem poder de autorizar despesas, garantndo assim, maior firmeza no combate á corrupção.

Atualmente, o Código Penal brasileiro livrava o primeiro escalão do endurecimento das penas e condenações que os levassem para a cadeia, e isso vai terminar quando o projeto do falecido senador do Amazonas obtiver, em breve, sua aprovação final.

No blog: Político com P maiúsculo: Jefferson Péres

terça-feira, 12 de julho de 2011

2 CPI´s

O Governo age para esvaziar dois pedidos de CPI que a oposição tenta empinar no Senado.

Em uma delas, pede-se a investigação do Dnit, o departamento do Ministério dos Transportes que cuida de obras rodoviárias - e que se envolveu "até o pescoço" em escândalos e denúncias de mau uso do dinheiro público, e que deve ser investigado e devidamente esclarecido.

Noutro, propõe-se que sejam esquadrinhados os financiamentos do BNDES a empresas privadas –a começar da proposta de fusão Pão de Açúcar-Carrefour - em que mais uma vez, usa-se o dinehrio público para beneficiar interesses de alguns.

O regimento interno do Senado exige o apoio de 27 senadores para que uma CPI seja aberta. A do Dnit já dispõe de 24 assinaturas. A do BNDES tem 20.

Comentário
Cabe à cada um de nós, cidadãos e eleitores, enviarmos e-mails aos nossos Senadores, em especial, os 3 senadores de nossos respectivos estados, cobrando que eles assinem tais CPI´s, em que há claras evidências de desvios e de mau uso do dinheiro proveniente dos nossos impostos.


Fonte: Blog do Josias

Gastos com Educação

VEJA: Brasil não precisa gastar mais com educação. Precisa gastar melhor

"O importante para o Brasil não é gastar mais, mas gastar de forma mais eficiente." Barbara Bruns, representante do Banco Mundial no setor de Educação.

"As escolas de ensino médio na maioria dos países têm de preparar alguns alunos para o ensino universitário e outros para ingressar diretamente na força de trabalho. Encontrar esse equilíbrio é difícil."

No blog: Diagnóstico: Educação

segunda-feira, 11 de julho de 2011

200 países, 200 anos, 4 minutos

Disponibilizo o brilhante vídeo do médico Hans Rosling que mostra a história do desenvolvimento do planeta nos últimos dois séculos, através de estatísticas e animação gráfica, com um detalhe, tal vídeo tem apenas 4 minutos. Programa "The Joy of Stats" da BBC 4 legendado em português.

Vídeo: 200 países, 200 anos, 4 minutos

Editorial

Trechos do artigo escrito por Arthur Virgílio Neto, diplomata e ex-senador.

"Seis meses apenas e um rosário de escândalos a lhe emoldurar o perfil. Palocci, aloprados, Ministério dos Transportes, sem contar as “pequenas” transgressões quase que diárias.

E o roteiro é sempre o mesmo. A denúncia sai, o governo faz uma inicial cara de paisagem; fatos novos aparecem, o governo espera mais um pouco; mais provas são publicitadas e, finalmente, o acusado é demitido, “a pedido”, pela mandatária"
 
A encenação prevê dois atos: a parte passiva protesta inocência e a parte ativa declara confiança em quem está na berlinda. E, nos blogs e twitters da vida, lá vêm imprecações de toda sorte contra a “mídia” golpista, que não seria considerada assim se fechasse os olhos para esbulho do dinheiro público.

Atitudes verdadeiras e completas, jamais. Não é do estilo da “escola” política de Lula, cursada aplicadamente por seus seguidores. Parece a passagem do marido adúltero das peças, crônicas e romances do genial Nelson Rodrigues: “negar sempre, ainda se apanhado em flagrante”."

Fonta: Blog do Noblat, O GLOBO

domingo, 10 de julho de 2011

Homenagem, por Pedro Taques

"No Brasil, quando um cidadão morre ele é santificado. Nós não vamos santificar o cidadão Itamar Franco. Vamos apenas dizer que ele foi um servidor público que cumpriu a sua função. Servidor público que cumpre a sua função no Brasil hoje é exceção. Infelizmente, os corruptos perderam a modéstia.


Hoje, ser Senador, Deputado, Presidente, amigo, filho de Presidente, irmão, é uma qualidade para se ganhar dinheiro. E o ex-Presidente Itamar Franco é sinônimo de servidor público decente, servidor que serviu à República, defendendo a coisa pública. 
 
Nós não podemos abrir mão da ética. Nós não podemos concordar que roubar seja natural; que “o rouba mais faz” seja absolutamente normal nesta República.
 
Agora, muito mais do que não esquecermos o Senador Itamar Franco, nós temos de tomar providências para que o seu legado também não possa ser esquecido. Senador Itamar Franco, um servidor público decente, que não abria mão dos seus princípios; um servidor público decente, que disse não ao relativismo ético."
  
Senador Pedro Taques, em homenagem ao Senador e ex-presidente Itamar Franco.

No blog: Itamar Franco

sábado, 9 de julho de 2011

Revolução Constitucionalista de 1932



Neste dia 9 de Julho, o Estado de São Paulo comemora a eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932, sem dúvida um dos mais importantes e dramáticos acontecimentos da história republicana brasileira.




Revolução Constitucionalista de 1932, texto da Fundação Getúlio Vargas

Recomendo: "9 de Julho: todos desfrutam, poucos sabem o porquê!" - texto do Raul Christiano

Editorial

 Paulo Renato Souza, o ministro da Educação que levou a meritocracia para a sala de aula

Ao fim do primeiro ano do seu primeiro mandato como presidente da República, Fernando Henrique Cardoso já apontava Paulo Renato Souza, chefe da pasta da Educação, como seu melhor ministro. Os anos seguintes mostraram que FHC tinha razão.

Ao longo de oito anos em que ocupou o cargo, esse economista nascido em Porto Alegre (RS) transformou o sistema de ensino no Brasil.

Ao criar mecanismos destinados a avaliar o desempenho de professores, alunos e escolas, ele tornou visíveis as deficiências e os méritos do sistema de ensino brasileiro. Assim, pôde trabalhar para sanar as primeiras e valorizar os últimos, além de garantir que o dinheiro da educação fosse mais bem aplicado.

Outra mudança fundamental que ele promoveu foi vincular o repasse de verbas aos estados ao número de crianças matriculadas na escola. Isso obrigou os governos a se empenhar na tarefa de trazer os alunos para a sala de aula.

Em menos de dez anos, o índice de alunos de 7 a 14 anos na rede escolar subiu de 90% para 97%, o que caracteriza a universalização do acesso ao ensino. Paulo Renato também nacionalizou o Bolsa Escola, que, renomeado, deu origem ao Bolsa Família petista.

Poucos políticos se empenharam tanto para melhorar o Brasil. Paulo Renato foi além: ele conseguiu.

No blog: Paulo Renato

Revista VEJA

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Educação

Entrevista na Rádio Cultura de Lorena, com a professora da Educadora e Pedagoga Valéria Cristina Cardoso Tavares, especialista em Violência Doméstica pela USP e professora de Geografia em Lorena e Região. Em debate, vários assuntos pertinentes a educação, comportamento dos pais, educadores, jovens e crianças. E também, com as mudanças sofridas pela nossa sociedade. 

Entrevista da Professora Valéria Cardoso, na Rádio Cultura de Lorena.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Sigilo na Copa

O GLOBO: Copa com sigilo e sem licitação

O governo venceu a batalha no Senado e aprovou com folga o regime especial que dispensa licitações e mantém o sigilo sobre custos de obras da Copa. O texto agora vai a sanção presidencial.
 
Partidos da oposição anunciaram que se unirão para ingressar no STF (Supremo Tribunal Federal) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, na próxima semana, contra o RDC (Regime Diferenciado de Contratações) para as obras da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016.

A proposta foi aprovada no Senado, duas semanas depois de passar pela Câmara. 

No blog: Sigilo não combina com dinheiro público

Herança Maldita

A saída do segundo ministro de Dilma por denúncias de corrupção em menos de um mês representa, segundo um artigo do jornal argentino La Nación, uma "herança maldita" deixada à presidente pelo seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva.

Em uma analogia à "herança maldita" que Lula dizia ter recebido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o jornal aponta que os dois ministros derrubados por escândalos - Antonio Palocci, no mês passado, e Alfredo Nascimento, nesta quarta-feira - eram ligados a Lula, de quem também haviam sido ministros.

"Agora, sua sucessora, Dilma Rousseff, enfrenta o desafio de se sobrepor à 'herança maldita' que, na política, parece ter lhe deixado seu padrinho" diz o Jornal.

 "a imagem da jovem administração de Dilma fica agora muito manchada, sobretudo se for levado em conta que em plena campanha também estourou um escândalo de tráfico de influências que envolveu quem era sua mão direita quando ela era ministra da Casa Civil e foi sua sucessora no cargo, Erenice Guerra".

No blog: Herança Maldita

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Mais um, caiu!

O ministro Alfredo Nascimento acaba de pedir demissão da pasta dos Transportes.

A crise começou com matéria da revista Veja, que contava que a presidenta Dilma Rousseff estava descontente com superfaturamentos nas obras do Ministério dos Transportes. A reportagem acrescentava que esses superfaturamentos se deviam à existência de um esquema de cobrança de propina por parte do PR, partido do ministro Nascimento.

Outras denúncias

O jornal O Globo, mostrava que o fillho do ministro, Gustavo Morais Pereira, tem uma empresa que teve o espetacular crescimento de 86.500%, e que indiretamente negociava com empresas que recebem verbas do ministério.

Outra matéria, da revista IstoÉ, republica um vídeo, originalmente publicado pelo jornal Correio Braziliense em setembro de 2009, que mostra Alfredo Nascimento negociando com o presidente de honra do PR, Valdemar Costa Neto, a liberação de verbas públicas para levar para o partido, o deputado Davi Alves da Silva Júnior (MA), que então estava no PDT.

Comentário

Não é de hoje que as estradas brasileiras estão esburacadas e os transportes no país, sucateados. O fato, é que o PR, partido do Ministro, ele próprio, Alfredo Nascimento e a cúpula do Ministério dos Transportes, estavam praticando diversos atos ilegais, que vão de tráfico de influência, até superfaturamento e o uso do dinheiro público por interesse partidário.

Mesmo com a queda do Ministro, que volta a ser Senador (eleito em 2006 - com mandato até 2013) e de outros dirigentes do Ministério, como o famoso diretor do Dnit, Pagot, que vem sendo denunciados há anos, mas que durante os últimos 8 anos, pareciam intocáveis no Governo Lula.

A faxina começou no Ministério dos Transportes, a casa caiu, mas a demissão desses dirigentes é apenas o começo, ou pelo menos deveria. Resta saber, se o desgoverno e a ingerência que foram feitas até agora, vão ser investigadas e seus autores, severamente punidos.

Para constar: esses desvios e escândalos no Ministério dos Transportes não começaram há 6 meses, mas há 8 anos, durante todo o Governo Lula - quando os dirigentes do Ministério dos Transportes, hoje afastados, pareciam intocáveis - que deixou de herança para sua sucessora, um Ministério obscuro, com direito a um Ministro acusado de envolvimento em falcatruas e assessorado por malfeitores.

Questão: Fronteiras

São mais de 16.800 quilômetros que fazem divisa entre o Brasil e nossos vizinhos, ao todo, são 11 estados brasileiros que fazem divisa com 10 países da América do Sul.

O grande problema, é a situação de abandono das fronteiras brasileiras, que vem se tornando cada vez mais, porteiras abertas para a entrada de armas, drogas e mercadorias ilegais, sem uma fiscalização que consiga atender aos mais de 16 mil km que nos delimitam com os países vizinhos.

O Jornal Nacional fez uma série de reportagens que denunciam a situação das fronteiras brasileiras, o verdadeiro descaso e o abandono com que temos tratado essas regiões de entrada e saída de pessoas e mercadorias, entre nós, e os nossos vizinhos.

É fundamental a proteção das fronteiras, através de Planos estratégicos e a ação efetiva das Polícias locais, da Polícia Federal e das Forças Armadas em conjunto. Com planejamento e coordenação conseguiremos monitorar e controlar as fronteiras brasileiras, e por tabela, ampliaremos o combate efeitvo às mercadorias ilegais, às drogas e ao tráfico de armas, que tem encontrado fácil acesso ao entrar no Brasil, através das nossas fronteiras desprotegidas.

"Além de uma questão de segurança pública, no combate ao tráfico de drogas e armas, o monitoramento e as ações de segurança nas nossas fronteiras são também, uma questão de Defesa Nacional, de proteção do nosso território e de combate às mazelas que nos atacam, que entram clandestinamente pelas fronteiras e atingem os centros urbanos do nosso país."

Jornal Nacional - Especial:  Fronteiras - Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 - Parte 5

“A sensação é de que nós temos um ideal a cumprir”, declara um capitão do Exército. “A minha parte eu estou fazendo e quero fazer da melhor forma possível”, aponta um policial DOF.

VEJA online: Infográfico: O mapa do contrabando no Brasil