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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Editorial


Existe no Brasil uma espécie de “serial corruption”. É um escândalo por semana, no mínimo. Parece doença. Surto de cleptomania “cívica”.

Seria injusto de minha parte dizer que Dilma Rousseff apodreceu o país em apenas sete meses de gestão. Os quadros de seu governo vieram da era Lula. Os métodos também.

Até creio que a presidente gostaria de trabalhar em cenário diverso. Sinceramente, acredito nisso. Mas não dá. É comprometimento demais. É a República do “rabo preso”.

Já não se fala mais no Ministério dos Esportes, em Palocci, nos “aloprados”. O Ministério dos Transportes começa a sair do ar. A ANP sequer foi esmiuçada, pois jornalista tem de ter tempo para comer e dormir e, com tanta matéria prima, acaba tendo de ser “seletivo”.

Somos um país com a máquina pública loteada em favor de numerosíssima e inútil base parlamentar. Cada partido “aliado” é dono do Ministério tal ou qual. E ponto.

Confundem governabilidade com fisiologia. Não têm projeto de Nação. Não pretendem votar nenhuma reforma que exija quorum de 3/5 dos parlamentares de cada Casa Legislativa.

Confundem governabilidade com desfaçatez. E isso poderá terminar complicando a própria governabilidade.

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